

2026
SÃO PAULO
Equippa responsável: Priscila Gabriel, Virgínia Castro
Crédito fotográfico: Larissa Sad
Em um edifício consolidado na paisagem de São Paulo, o projeto parte de um gesto contido: reconhecer e reorganizar o que já estava posto.
A estrutura existente — vigas, pilares e modulações — deixa de ser um limite e passa a orientar o desenho. A planta é depurada, buscando continuidade entre os ambientes e eliminando excessos, em favor de uma leitura mais clara do espaço.


A longa janela voltada para a cidade estabelece uma presença constante do exterior. Não como pano de fundo, mas como parte ativa da experiência cotidiana, filtrada por uma camada sutil que equilibra exposição e resguardo.
A materialidade reforça esse movimento. A madeira escura, a pedra e as superfícies texturizadas constroem um ambiente mais denso, em contraste com a luz natural que percorre os espaços ao longo do dia. Esse jogo entre peso e leveza organiza a atmosfera do apartamento.
Um projeto que não busca se impor, mas se ajustar — onde a arquitetura acontece na medida exata entre o que já existia e o que passa a existir.



Os percursos são contínuos, com transições discretas entre os usos. Não há rupturas evidentes, mas uma sequência de espaços que se revelam gradualmente.



















